sábado, 20 de março de 2010

Festival de Teatro de Curitiba - 1

Nesses dias tenho a sorte de morar na cidade quem tem um dos maiores festivais de teatro do mundo.
Vou fazer uma peregrinação entre alguns espetáculos e vou postando aqui os "resultados".
Hoje tem Stand Up no Curitiba Comedy Club às 21h.
Mas à tarde já fui ver um espetáculo:


DEPOIMENTO (Aguinaldo de Souza - meu professor de Teoria da Comunicação na graduação)
performance - Solar do Barão - 13h

Cheguei atrasado (aff) e a entrar, recebi 2 prendedores daqueles de pendurar roupa no varal. Quando me dei por mim, estava num auditório com o foco de luz num rapaz completamente nu no centro. Ele já tinha vários prendedores em várias partes do corpo (várias mesmo! rs). Fui convidado a também colocar os meus. A sensação de ver aquilo era extremamente incômoda. O piá tinha um prendedor no lábio inferior, imaginei o quanto aquilo devia estar doendo.
Fui bem legal (como sempre!) e resolvi colocar meus prendedores em lugares menos doloridos.
Um foi na pulseira dele, ou seja, zero dor. O outro foi no cotovelo. Já percebeu que é praticamente impossível sentir dor naquela pele do cotovelo?
Essa performance terminou com o ator se sacudindo e os prendedores voando longe. Ficaram os 3 prendedores que estava na parte genital do mesmo (hahaha... que delicadeza).
Esses ele foi tirando com a mão. O último, que estava na pelezinha daquele lugar, ele ofereceu para uma das meninas que estava na platéia. O namorado da menina não ficou muito contente. rs
Na segunda performance fui convidado a participar (aff). Meu ex-professor me viu e resolveu me chamar para temperar a atriz.
Literalmente!
Ele molhou minhas mãos com água, jogou bastante tempero pronto e pediu para que eu espalhasse pelo corpo da menina que já estava só de calcinha (ueba!).
Evidente que a situação não era muito confortável, acho que nem pra mim, nem para a atriz. Afinal o sal devia estar esfoleando a pele dela.
Mas passei com carinho! rs
Em seguida o Aguinaldo pediu para que eu segurasse um vasilha repleta de fígados bovinos crus.
Ele foi "amarrando" os bifes uns nos outros com pedaços de arame. Até formar um "colar" de fígado.
O mesmo foi colocado ao redor do pescoço da atriz temperada.
O cheiro do fígado cru e o sangue que começou a escorrer pelo corpo da atriz era nauseante.
Em seguida o Aguinaldo foi tirando pequenos pedaços de fígado com uma faca e os mesmos eram colocados num grill previamente aquecido.
Toda a platéia foi convidada a sentar-se à mesa e nos foram oferecidos pedaços de fígado.
Enquanto comíamos, a atriz recebeu um pedaço cru de fígado para comer.
Enquanto ela mastigava com cara de asco, começou a ter contrações que culminaram com vômito.
Partimos para a terceira performance.
Aguinaldo pegou material hospitalar enquanto nos contava sobre um atendimento que recebeu no Hospital Universitário de Londrina em que foi "furado" sete vezes.
Ali na performance, ele foi fazendo todos os procedimentos de esterilização até que enfiou a seringa no braço e, sozinho, foi enchendo a mesma com sangue.
Em seguida ele perguntava o nome de cada um da platéia (ainda estávamos sentados à mesa) e escrevia o nome em uma folha sulfite, presenteando cada pessoa com o próprio nome escrito com sangue.
O meu está aqui em casa. haha
Na quarta performance, Aguinaldo deitou-se em um palco, onde já havia uma TV conectada à uma pequena câmera de vídeo.
Ele começou a ler um bula de pomada para hemorróidas enquanto a atriz manipulava o tubo de pomada, conforme as instruções da bula.
Podíamos acompanhar todo o procedimento, com detalhes, pela TV.
A atriz foi fazendo o que a bula pedia, limpou o ânus do ator e aplicou a pomada "delicadamente".
Na última performance, Aguinaldo sentou-se de costas para o público e uma das meninas da platéia foi convidada a ajudar abrindo agulhas, daquelas utilizadas em hospitais.
A atriz (Mônica) ía enfiando as agulhas nas costas dele, a maioria delas na imagem da Senhora da Aparecida, tatuada em suas costas.
Podíamos sentir a aflição das espetadas, já que ele gemia e se contorcia a cada agulhada.
Após espetar umas 20 agulhas, ela amarrou um cordão no pescoço dele e o foi puxando como seu "cachorrinho" para fora da sala.
A platéia os acompanhou até a rua. Evidente que todo mundo que passava ficava olhando e tentando entender o que se passava.
Aguinaldo deitou-se na calçada, enquanto Mônica retirava as agulhas de suas costas.
Finalizaram-se aí as performances.
Achei extremamente impactante.
Impossível não ficar impressionado com todas aquelas situações colocadas pelo grupo.
Muito bom!

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